A história do Nevilton começou em Umuarama, no ano de 2007. Com um EP e dois álbuns lançados, a banda já deixou sua marca em alguns momentos grandiosos. Dividiu o palco com o Green Day, foi indicada duas vezes ao Grammy Latino e ganhadora da categoria Experimente, no Prêmio Multishow 2011.

Arquivo

O primeiro show rolou em um evento pouco provável: o aniversário de 15 anos da irmã do próprio Nevilton Alencar – que desde então “empresta” o nome à banda. “O repertório foi de bailinho. No meio, tinham algumas músicas de minha autoria que já tinha tocado com outras bandas e mais três que estava acabando de gravar pra um EP virtual.

Eu e o Lobão estávamos passando um tempo trabalhando e vivendo em Los Angeles. Retornei no final de abril e vim mexendo as coisas pra começar esse trabalho. (Detalhe: o Lobão chegou de viagem no dia 27, gravou os baixos pra essas músicas e eu já tinha gravado o resto – guitarras, vocais e programações. Ensaiamos e no dia 30 já foi o primeiro show).

A história já começou com uma correria que a gente depois tentou manter por um bom tempo”. Alguns anos depois, as três músicas apresentadas em primeira mão para a plateia adolescente – ‘Ballet da Vida Irônica’, ‘Bolerotheque’ e ‘Cala e Forma’ – entraram no primeiro álbum completo da banda, De Verdade (2011).

DIY (Do It Yourself)

Assim como acontece com a maior parte das bandas independentes no Brasil, o Nevilton sempre se organizou em um modo de trabalho ‘Do It Yourself’ (ou ‘faça você mesmo’). Composição, divulgação, agendamento de shows, gravação, produção… Todos os processos necessários pra manter uma banda em atividade dependem do trabalho dos próprios integrantes.

O primeiro trabalho a fugir dessa regra foi o álbum Sacode (2013), que passou pelas mãos do produtor musical Miranda e pelo coprodutor, Tomás Magno – que já lançaram bandas como Skank, O Rappa e Mundo Livre S/A. “O processo de produção foi mais ou menos assim: reuni uma porrada de rascunhos e músicas que tinha na gaveta.

Fizemos uma primeira triagem em casa e depois fomos apresentando essas músicas aos poucos para o Miranda em ensaios/reuniões. Das que mostrávamos, algumas eram descartadas, outras já pinçadas e eles davam opiniões quanto à estrutura e – talvez até sem intenções – apresentavam referências, etc. Essa produção foi uma dança, de lá pra cá, de cá pra lá… Como muitas músicas ainda não tinham arranjos tão definidos, a gente usou muito brainstorm e jams com muitos testes pra chegar ao formato em que as músicas foram gravadas”, explica Nevilton.

Às vezes um cara, às vezes uma banda

Nascida como um power trio, Nevilton é formada por Nevilton Alencar e Tiago Lobão desde o início da história, mas já passou por algumas mudanças de integrantes e formatos. Atualmente, a maior parte dos shows é feito com a formação original, de trio, com André Dea (ex-Sugar Kane, Vespas Mandarinas) na bateria. “No fim das contas, essa história toda se tornou algo que no começo eu falava de brincadeira: ‘Nevilton, às vezes um cara, às vezes uma banda’. Hoje a ênfase é levar a música, não um formato específico.

Dependendo da ocasião e de como estão as agendas dos parceiros, a coisa flutua desde solo com violão, programações e loop station, duo de guitarra, loops e batera; trio de guitarra, loops, percussão e batera; power trio de guitarra, baixo e batera; quarteto com percussão… E se pintar outro formato que também seja bacana e viável para alguns shows, acontecerá. Me sinto muito privilegiado, pois nessa história ‘a banda’ como um núcleo se diluiu. Mas por outro lado está maior do que nunca. Tenho vários ótimos parceiros pra levar essa história adiante”.

 

Circular Pocket pergunta:  Se pudesse dividir o palco ou fazer uma parceria com qualquer artista, com quem seria?

Puxa vida! Não sei lidar com esse tipo de pergunta! De bate pronto acho que Paul McCartney! (risos) ou o Keith Richards, Joe Walsh ou o Marcos Valle, Chico Buarque, Eumir Deodato… Ou então o Van Morrison, Sixto Diaz Rodriguez, Cristovão Bastos. Quem sabe o Belchior? Tá vendo como não sei lidar com uma pergunta dessas?

O terceiro álbum da banda está quase pronto, mas ainda não tem previsão de lançamento. A parte boa é que em nosso primeiro episódio do Circular no Mojo, que foi gravado com Nevilton, a banda apresentou a inédita ‘Amarela’ e já dá pra ter um gostinho do que vem por aí.

Dê o play e aumenta o som!

Nevilton: Nevilton Alencar, Tiago Lobão e André Dea

Engenharia de Áudio: Gabriel Moraes
Direção de fotografia: Renato Domingos
Cenografia: Bruna Barroca e Marilia Ganassin
Entrevista: Daniela Giannini e Karen Gomes
Edição: Daniela Giannini, Felipe Halison, Karen Gomes e Renato Domingos
Realização: Circular Pocket & Estúdio Mojo
Apoio: Goma Arquitetura

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