Recentemente nós falamos aqui na Circular sobre o minidocumentário ‘Precisamos falar sobre transgênero’. Produzido por um grupo de estudantes de comunicação como parte de um trabalho da faculdade, o material reuniu depoimentos de três mulheres transgênero da cidade. Já com milhares de visualizações, o vídeo fortalece o debate sobre a igualdade de direitos e a discriminação de gêneros no Brasil. Além de apresentar a perspectiva daqueles que realmente devem ter voz sobre o assunto.

Foi esse trabalho que deu origem ao Coletivo Reverso, um projeto independente que, por meio da produção audiovisual e de texto, tem a missão de levantar debates e chamar a atenção para temas que não encontram tanto espaço nas mídias tradicionais.

O coletivo

Apesar da  repercussão do primeiro vídeo ter sido um incentivo, foi a possibilidade de continuar ouvindo histórias que motivou o grupo a seguir produzindo conteúdo sobre assuntos relevantes.

“Nós traçamos um tema, criamos a pauta, as perguntas básicas e procuramos nossa fonte. A partir disso, os donos dos roteiros são as pessoas que doam as histórias. No ‘Precisamos falar sobre o Transgênero’ aconteceu isso, pensamos em um resultado e aconteceu de outra forma. Muito melhor, graça as nossas entrevistadas (…). Não foi o resultado do documentário que gerou a vontade de continuar produzindo, foi a própria produção em si. A cada entrevista íamos ficando encantados com as histórias (e envergonhados com a ignorância).”, conta Maria Eduarda Martins, uma das responsáveis pelo projeto.

Formado inicialmente por Dee Freitag, Laryssa Cunha, Maria Eduarta Martins, Nayara Sakamoto e Renato Crozatti, o coletivo agregou mais dois colaboradores, Ana Carolina Prado e Vinicius Oberleitner. “Mas é legal lembrar que nós queremos a participação de todos, afinal é um coletivo. Quem quiser mandar pautas, projetos, fotografias, documentários, filmes, reportagens… Qualquer material que seja pertinente e esteja de acordo com o projeto”, completa Maria Eduarda.

Transbordar: relatos sobre a liberdade do corpo

O primeiro resultado do Coletivo Reverso foi o documentário ‘Transbordar’, lançado no início de dezembro. Em quase 30 minutos de vídeo, os quatro personagens – todos de Maringá – discutem estereótipos, aceitação e liberdade do corpo. E falam sobre distúrbios alimentares, machismo, gordofobia e transfobia.

COMENTÁRIOS

LEIA TAMBÉM

POCKET

“Vou de Bike” e dicas de filme no Dia Nacional do Documentário Brasileiro

Em tempos em que o cinema nacional está em risco, segue sendo desacreditado pela população e achatado pelo poder público, achamos ...
TV

Por que vou de bike? #2

Thiago Botion Neri e Marcos Beto falam sobre o compartilhamento das vias com os ciclistas
TV

Por que vou de bike? #1

Eduardo Simões e Elise Savi contam as vantagens de ir de bike
POCKET

Vou de Bike: mobilidade urbana e o direito à cidade em Maringá

Documentário discute o papel dos ciclistas no acesso e democratização dos espaços públicos