João Paulo Santos

Tem início no dia 15 de setembro, em Maringá, uma série de cinco apresentações do projeto “O Nordeste pela ótica da canção lírica brasileira”, com o barítono John de Castro e a pianista Cíntia Ruivo. Além das duas apresentações em Maringá, o espetáculo – que tem patrocínio da Viapar e fomento à cultura do Instituto Cultural Ingá – também poderá ser assistido gratuitamente em Sarandi, Mandaguaçu e Paiçandu.

O repertório é formado por canções de Oswaldo de Souza (1904-1995), compositor natural do Rio Grande do Norte. O Nordeste brasileiro será apresentado por meio de canções que versam sobre três ambientes geográficos: o sertão, o litoral e a cidade, buscando retratar o realismo e o imaginário da vida sertaneja, mas também seus mitos e lendas.

A ideia é aproximar o público em geral do canto lírico e da canção de câmara brasileira de cunho regionalista, ambas pouco divulgadas na grande mídia, além de apresentar a riqueza da diversidade cultural nordestina, interagindo as canções com a declamação de cordéis e a projeção de xilogravuras. Para a produtora do projeto, Juliana Bischoff, o espetáculo dá voz aos nordestinos, tão presentes em nossa região que, inclusive, ajudaram a construir.

Histórico

Este projeto é fruto de longos anos de pesquisas desenvolvidas para especialização, mestrado e doutorado do cearense John de Castro, que também é professor do curso de Música da Universidade Estadual de Maringá (UEM). O contato dele com a vida e a obra de Oswaldo de Souza começou em 2003. No mestrado buscou aprofundar-se na parte poética das canções e no doutorado trabalhou com a semiologia da música. O espetáculo é a conclusão dessas pesquisas e presta homenagem à sua primeira mentora no canto lírico, a professora Fátima de Brito, falecida em maio deste ano.

Já foi apresentado em alguns lugares, como Belo Horizonte (MG) e Curitiba (PR), e vem demonstrando que o canto lírico vai além da ópera e que existe uma rica produção de canções líricas do repertório de música erudita nacional. “Em cada performance a obra se mantém viva e segue seu trajeto no percurso do tempo”, afirma Castro.

Serviço

  • 15 de setembro (sábado): Auditório Luzamor (Maringá)
  • 29 de setembro (sábado): Casa de Cultura (Sarandi)
  • 2 de outubro (terça): Centro Cultural Domingos Lançoni (Mandaguaçu)
  • 11 de outubro (quinta): Casa da Cultura (Paiçandu)
  • 27 de outubro (sábado): Casa de Cultura do Jardim Alvorada (Maringá)

Sempre às 20h 30. Entrada gratuita.

 

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