Um dos destaques da concorrida Mostra Fringe do Festival de Teatro de Curitiba de 2019, segundo o crítico paulista Miguel Arcanjo, o espetáculo “ATERRA”  marca o início da trajetória da Companhia da Terra, composta por artistas de Jacarezinho/PR.

O solo de Renan Bonito com direção de Adelvane Néia  já circulou por Londrina/PR, Arapongas/PR, Londrina/PR e Araraquara/SP. Agora, se prepara para apresentar em Maringá/PR em três datas: 08/11, 29/11 e 06/12.

As apresentações serão no Teatro Barracão, pelo Projeto Convite ao
Teatro, da Prefeitura Municipal de Maringá. Todas as sessões serão gratuitas.

“Nós estamos muito felizes de poder estar em Maringá, circulando pela nossa região Norte do estado, um trabalho que resgata e valoriza nossa cultura caipira”, diz o ator Renan Bonito.

A peça tem como norte duas estéticas e metodologias artísticas: o teatro documentário e a poesia. Para auxiliar na construção dessa narrativa, e para trazer elementos da área rural e da cultura caipira, a trilha sonora foi criada seguindo o conceito de espacialização do som. Uma sonoplastia que nos localize geograficamente e sensorialmente na história.

Compondo com a paisagem sonora, com elementos musicais ao vivo, o espetáculo conta com uma atração especial em cena. Uma participação que tem como referência o roadie musical: um profissional – quase invisível – com movimentos precisos e pontuais. Convida-se assim, a atriz Gabriele Christine para realizar uma contrarregrarem em cena.

Sua presença cria sentidos e signos pertinentes à construção da obra, potencializando o caráter poético da mesma, já que tem-se a escolha da
poesia como uma linguagem de comunicação e de abertura de signos e
sentidos. O lirismo, a musicalidade e a abertura de sentidos está presente
nos gestos, no desencadeamento de cenas e no texto teatral. Eleva-se ao título, portanto, de que a montagem seja uma poesia documental.

Sinopse:

Como seria a vida de um homem gay que tivesse vivido no interior do Brasil cem anos atrás? Inspirada pela cidade de Jacarezinho, no Paraná, entre 1920 e 1950, a peça narra a história de um homem simples, do campo, tendo como conflito os seus “aterramentos”, da infância à vida adulta. Aterrar é o processo do ser humano de deixar pelo caminho da vida decisões e vontades, e nesse percurso é quando aterramos – por decisão própria ou de terceiros – nossos desejos, nos afastando cada vez mais da nossa essência.

Resgatando e valorizando a cultura caipira, a trilha sonora original auxilia nossa viagem a esta delicada e emocionante poesia documental.

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