No próximo dia 27 (terça) estreia em Maringá o espetáculo “Psicose”, primeiro monólogo de Kênia Bergo, com direção de Fernando Ponce e livremente  inspirado na dramaturgia da inglesa Sarah Kane, especificamente no texto “Psicose 4:48”.

Renato Domingos

A grosso modo, “Psicose 4:48” aborda a questão da loucura e do suicídio. Em 2017, ao ter contato com o texto, a atriz Kênia Bergo teve a vontade de montá-lo. Para isso, buscou parceiros numa rede social, onde encontrou seu colega no curso de Artes Cênicas da UEM, Fernando Ponce, que traz consigo a experiência de um estágio no Hospital Psiquiátrico de Maringá.

O projeto começou com uma cena curta e, após contemplado pelo Prêmio Aniceto Matti na categoria iniciante, recebeu recursos para a montagem. Então começaram os estudos teóricos da dramaturgia de Sarah Kane e a proposição de dispositivos criativos para surgimento das cenas.

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De acordo com a atriz, a estrutura fragmentada do texto original foi o fio condutor do processo criativo, resultando em uma obra conduzida por meio da relação com a plateia.

“Nos inspiramos na estrutura do texto para mexer com a estrutura do
espetáculo, para que a estrutura do espetáculo se una ao texto fragmentado e traga um vislumbre do que é essa cabeça atordoada, essa mente louca, fragmentada, esses momentos de consciência, de loucura, de lapsos de memória, de delírio. Mexemos com todos esses momentos em cena de uma forma não linear. Buscamos uma não linearidade neste espetáculo”, comenta Kênia.

Renato Domingos

“O espetáculo é um jogo aleatório que acontece a partir da sorte e da relação entre testemunhas e atriz. Sem a participação da plateia o jogo não acontece”, completa o diretor.

Um dos objetivos do projeto é propor reflexões sobre o suicídio e a marginalização de transtornos mentais, sem falar sobre a loucura de uma forma estereotipada, nem romantizada.

Para tanto, criaram um compilado de cenas a partir da linguagem do teatro contemporâneo, num espetáculo em permanente construção, inclusive do ponto de vista do cenário e figurino, que muda a cada nova apresentação.

Psicose

27 de novembro – Teatro Barracão
29 de novembro – Teatro Reviver
10, 11 e 12 de dezembro – Teatro Barracão
No último dia haverá uma roda de conversa
Horário: sempre às 20h30

Público limitado a 70 pessoas
Classificação: 16 anos
Entrada gratuita

Atuação: Kênia Bergo
Direção: Fernando Ponce


Produzido com verba de incentivo à cultura – Lei Municipal 9160/2012 – Prêmio Aniceto Matti.

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