Verdade seja dita a economia criativa é tão ou mais importante que o setor eletroeletrônico e ninguém dá a mínima para isso.

O MInC (Ministério da Cultura) está empenhado em fomentar a economia criativa no Brasil e, além de estar encabeçando a campanha #CulturaGeraFuturo, na qual eu também estou engajada, tem realizado uma série de atividades e preparado várias pesquisas para demonstrar o quanto a economia criativa pode desenvolver localidades.

Assim, os impactos do Carnaval, de mais de 3 bilhões de reais para a prefeitura do Rio de Janeiro; da FLIP, que gerou mais de 47 milhões de reais para o Brasil; ou mesmo do Festival em Parintins, que injetou mais de 117 milhões de reais no Estado do Amazonas em 2017, são dados importantes que precisamos conhecer, divulgar e saber da importância deles para o desenvolvimento econômico brasileiro.

Conteúdo cedido pelo canal Elaborando Projetos

A economia criativa gera emprego, renda e pode fazer toda a diferença em momento de “crise”. Os profissionais dos vários segmentos da economia criativa são mais especializados que a maioria dos profissionais disponíveis no mercado. Raramente ficam sem uma colocação, uma vez que usam de sua criatividade para alavancar seus serviços, além de trabalhar em rede e de forma colaborativa.

Esse profissional também pode ser uma commoditie exportável. As ideias têm grande valor econômico e é por isso mesmo que a economia criativa é tão importante nos dias de hoje.

Mas a criatividade ainda não é bem compreendida. E a educação é a chave para dar valor e monetizar ideias. Mas as escolas também não ensinam o valor da economia criativa. Se você educa um jovem e o coloca em um estúdio de design em frente a um computador, essa tela é convertida em algo valioso. Imagine que a criação de um “simples” logotipo – ou uma campanha publicitária – tem um valor econômico agregado.

+ Circular Pocket: Ações educativas são obrigatórias na Lei Rouanet? 

A indústria da comunicação de uma marca – que está na economia criativa – é capaz de ir da ideia à solução e tudo no mundo virtual, sem fabricação de absolutamente nada. E esta é uma commoditie exportável com computadores, designers treinados que podem atender clientes em qualquer parte do mundo e arrecadar dinheiro em moeda estrangeira.

Da mesma forma tudo o que está nos segmentos artísticos podem colocar o Brasil no mapa múndi do desenvolvimento. O Brasil já exporta música, literatura, teatro e dança. Nos últimos anos o mercado formal de trabalho nos segmentos da economia criativa no Brasil totalizou quase 900 mil profissionais dos diversos setores culturais, consumo, mídias e tecnologia.

Isso significa uma alta de 90% do número de trabalhadores, muito acima dos 56% do mercado de trabalho brasileiro no mesmo período. Estes dados estão no Mapeamento da Indústria Criativa no Brasil com base nos anos de 2004 a 2013 e divulgados pela FIRJAN (Federação das Indústrias do Rio de janeiro).

firjan.com.br

Nesse mesmo período, foram constituídas 251 mil empresas, um crescimento de 69,1% desde 2004, quando eram 148 mil. Com base na massa salarial dessas empresas, estima-se um PIB da indústria criativa de R$ 126 bilhões no período.

Quem ainda acredita que a cultura e toda a economia criativa é só uma cereja no bolo, precisa entender que na verdade ela é o fermento.

Existe um potencial de negócios com base na criatividade. Os trabalhadores nos segmentos da economia criativa estão ganhando cada vez mais espaço no mercado de trabalho e os salários seguem o mesmo caminho. Um profissional da economia criativa pode ganhar até R$ 5,4 mil , e isso é bem acima do valor médio do trabalhador brasileiro que ganha, em média, R$ 2 mil.

Será que gestores públicos e administradores de empresas estão prontos para entender o significado dessa Economia Criativa?

Rose Meusburger – Elaborando Projetos

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