Não é muito novidade que precisamos inovar na forma como administramos nossos negócios ou nossa ONG. Se tudo é complicado numa empresa, imagina numa organização sem fins lucrativos. Mas em ambas existem desafios!

Desafio: O profissional certo para cada função

Dependendo do negócio, você precisa que o profissional tenha criatividade, iniciativa, esteja comprometido com a causa ou com os processos na empresa, tenha foco no resultado e, além de tudo isso, seja um parceiro e amigo e aceite pouca remuneração.

É muita coisa para se exigir de um único profissional! Até porque no início das atividades empresariais ou da ONG você não vai poder pagar um salário à altura desse profissional.

Mas acredito que há luz no final desse túnel. Cada vez mais, empreendimentos com ou sem fins lucrativos tem foco em trabalho colaborativo e gestão caórdica.

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OPS! Gestão caórdica?

Todos os profissionais envolvidos numa causa ou num propósito dentro de um empreendimento precisam estar alinhados à Missão, Visão e Objetivos desse empreendimento. Todos precisam entender qual é o propósito da existência do negócio e assim as coisas ficam mais fáceis.

Muitos profissionais, nos dias de hoje, buscam por liberdade de atuação e querem alinhar o seu desenvolvimento profissional a uma empresa que lhes dê isso além de uma remuneração que nem precisa ser “top”, desde que pague suas contas.

E muitos até topam assumir riscos iniciais para que o negócio tenha sucesso e sua remuneração possa vir com o crescimento. Estarão empenhados nesse sucesso porque sabem que ganharão juntos.

Além disso, muitos profissionais não querem mais ter chefes ou responder a um supervisor, que tem acima um diretor, que responde ao presidente da organização. A forma hierárquica e piramidal está cada vez mais sendo abandonada em prol de uma gestão horizontal. Ninguém tem chefe e todos sabem exatamente o que precisam fazer para que o empreendimento tenha sucesso.

Empresas como a IBM, Citibank, NASA ou a Volvo já trabalham assim. Dando a liberdade necessária a todos os envolvidos, cada profissional sabe exatamente o que precisa fazer e se compromete com o resultado final. E todos acompanham uma regra geral de trabalho.

Conteúdo cedido pelo canal Elaborando Projetos

É preciso estabelecer regras

Assim as instituições estão cada vez mais pensando numa gestão colaborativa e caórdica, onde o caos estabelecido pela diferença de comportamento, formação e até mesmo cultura de cada um dos profissionais envolvidos possam se alinhar e ter ordenamento através de uma lei interna.

Essa lei interna, no caso de uma ONG, pode ser o estatuto, e no caso de uma empresa, o regimento interno. Nesses documentos a organização estabelece as regras para o trabalho e todos os envolvidos obedecem a elas. .

Parece e ainda é muito difícil fazer com que todos entendam isso, principalmente porque a nossa cultura é para uma gestão de comando e controle. Alguém manda fazer e eu tenho que executar dentro de um horário determinado e ao final apresentar o resultado para poder ser remunerado. E quando não se consegue realizar, se é penalizado.

Na gestão colaborativa e caórdica não existe penalidade porque também não há fiscalização. Todos estão comprometidos com o resultado. O resultado final beneficiará todos dentro da empresa ou da ONG. Portanto, se alguém errar, falhar, esquecer ou não gerar o resultado esperado estará comprometendo todo o processo e a todos dentro da organização.

Na gestão caórdica, parte-se do princípio que todos os envolvidos são éticos, honestos e transparentes e entenderam de fato a importância de seu papel na organização. É o trabalho em rede potencializando resultados.

Rose Meusburger – Elaborando Projetos

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