Renato Domingos

Ator, diretor, roteirista, produtor e professor universitário. As – muitas – atividades de Pedro Carlos de Aquino Ochôa ajudam a mostrar um pouco de toda sua trajetória na promoção e produção do teatro em Maringá. Pedro se envolveu com o teatro universitário ainda quando cursava faculdade de Engenharia Agrícola, na Unioeste (Universidade Estadual do Oeste do Paraná), em Foz do Iguaçu. O primeiro contato foi suficiente para que ele descobrisse sua paixão pela arte. Em 1991, se profissionalizou como ator e, no ano seguinte, começou a dar aulas de teatro na UEM (Universidade Estadual de Maringá). Desde então, as artes cênicas têm feito parte de todos os seus projetos profissionais.

Formado em pedagogia e mestre em educação, Pedro Ochôa é coordenador do TUM (Teatro Universitário de Maringá) e professor do curso de artes cênicas da UEM. Além disso, é um dos fundadores – ao lado de Marcos Trindade – da companhia Circo Teatro Sem Lona, onde atua como roteirista, ator, diretor e já dirigiu 14 espetáculos, além de participar de 18 encenações teatrais. A companhia, que surgiu em 1996, mistura as linguagens circense e teatral e procura resgatar a figura simbólica dos pequenos circos de fundo de quintal. Além do trabalho com o teatro universitário dentro da universidade, Ochôa foi responsável pela criação das oficinas permanentes de teatro para a comunidade e presidiu a comissão para a criação do curso superior de Artes Cênicas.

Dentre as inúmeras atividades, também participou da coordenação dos ‘Médicos da Graça’, projeto de extensão da UEM que, em parceria com o Departamento de Enfermagem da universidade, promove a humanização do atendimento hospitalar por meio de ações com clown/palhaços nas alas pediátricas de hospitais de Maringá.

“Em geral, a profissão do teatro tem desafios e problemas como qualquer outra. Desde que se leve a sério e invista em você, é possível viver somente da arte”.

A história do teatro maringaense caminha lado a lado à história do teatro universitário da cidade e, boa parte dessa caminhada foi acompanhada por Pedro Ochôa. Apesar da cidade ainda andar a passos curtos no que diz respeito à valorização e formação de público para a cultura, Pedro afirma que houve sim alguma evolução nos últimos anos. “Maringá mudou muito. Projetos foram criados e há um interesse do público por espetáculos. A universidade contribuiu muito para esta situação e a produção local também. A criação de projetos e temporadas permanentes ajuda a criar público e formas políticas de ação cultural. Precisamos sempre de mais ações neste sentido”.

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