Samuca e a Selva | Foto: José de Holanda

Após oito meses de execução, a Coletiva – Mostra Multicultural realiza o encerramento dessa primeira edição do projeto com chave de ouro.

No próximo sábado (27) acontece a Coletiva na Rua #3, com exposições e apresentações dos trabalhos realizados pelos mais de cem alunos, além das apresentações da banda Samuca e a Selva (São Paulo), do espetáculo de teatro Aconteceu no Brasil enquanto o ônibus não vem (Curitiba) e do de dança Replay (São Paulo). O evento é gratuito e começa às 15h, na Travessa Jorge Amado (Mercadão).

“Vamos trazer espetáculos reconhecidos nacionalmente para dialogar com os alunos da Coletiva e com toda população da cidade. Isso é importante, pois o intercâmbio com os produtores de outros locais faz com que o nível de produção da nossa cidade aumente, à medida que a gente vai aprendendo, dialogando e intercambiando com eles”, relata Diogo Correa, organizador do projeto.

Formação de profissionais da área artística foi uma das principais preocupações dos organizadores da Coletiva durante todos esses meses.Atuando com diferentes segmentos culturais e diferentes linguagens artísticas, a Coletiva possibilitou que mais de cem alunos pudessem realizar, gratuitamente, doze oficinas diferentes. Dessas, oito participarão do Coletiva na Rua #3: Brasil Pandeiro, Do ensino à prática do Maracatu, O Teatro Movimento – Oi, Não e Porquê, Instrumentos de Sopro, Conhecendo mais sobre Poesia, Pintura em Tela, Modelagem em Cerâmica e Máscaras expressivas para o teatro.

Oficina de Pintura em Tela | Foto: Fenda

“O Coletiva na Rua é muito importante, porque a gente consegue levar os alunos da Coletiva para expor os trabalhos realizados ao longo dos meses que estiveram na oficina. Isso é gratificante e dá uma bagagem, experiência. Além de ter contato com o público, o aluno também tem a experiência de expor no espaço público e, ao mesmo tempo, enxergar qual a importância do espaço público para a arte”, explica a organização.

Além da formação, o projeto abriu diversos postos de trabalho para os profissionais filiados à Macuco (Maringá Cultural Cooperativismo), criou um espaço cultural independente na cidade, realizou exposições de artistas locais e incentivou o diálogo da população com os artistas, durante as rodas de conversas realizadas na sede da Coletiva.

Criada a partir de incentivo fiscal concedido via Lei Rouanet, a Coletiva está estagnada atualmente. O planejamento para a segunda edição do projeto está parado no Salic (Sistema de Apoio às Leis de Incentivo à Cultura – utilizado para apresentação de propostas e acompanhamento de projetos culturais). O sistema não teve continuidade desde a substituição do Ministério da Cultura pelo Ministério da Cidadania (Secretaria Especial da Cultura), durante o atual governo de Jair Bolsonaro.

A organização espera a liberação do Salic, para que o projeto possa ser desenvolvido e ampliado, gerando mais postos de trabalhos, formação profissional e incentivo à cultura durante mais alguns anos.

A Coletiva é patrocinada pela Viapar – Rodovias Integradas do Paraná e Bancoob Sicoob, a partir de incentivo fiscal concedido via Lei Rouanet, e tem apoio de Goma Arquitetura, Revest Acabamentos e Secretaria de Cultura de Maringá (Semuc).

Samuca e a Selva

Foto: José de Holanda

Samuca e a Selva é um coletivo musical que é fruto da união entre o cantor e
compositor Samuel Samuca a um grupo de músicos de projetos de sucesso na cena da música contemporânea de São Paulo: Victor Fão, Bio Bonato, Fabio José e Guilherme Nakata, da Nomade Orquestra; Felippe Pipeta, da OBMJ além de Allan Spirandelli, Kiko Bonato, Léo Malagrino e Lucas Coimbra completando o decateto.

Juntos desde 2014, o grupo vêm conquistando público e crítica com um trabalho que mescla suas canções à influência da música regional brasileira, jazz e world music em apresentações sempre marcantes por seu calor e vigor.
No final de 2018 a banda lançou “Tudo que Move é Sagrado”, álbum que celebra os 70 anos do compositor Ronaldo Bastos com releituras originais de canções marcantes como “O Trem Azul”, “Amor de Índio”, “Cais” e “Chuva de Prata”.

Considerado pela crítica como um dos principais lançamentos da Música Brasileira em 2018, o álbum foi produzido por Mauricio Tagliari e tem participações de nomes marcantes como Criolo, Luedji Luna, Liniker, Siba, Filipe Catto, Lenna Bahule e Alfonsina.

Aconteceu no Brasil enquanto o ônibus não vem

O grupo Arte da Comédia tem a sua origem num projeto de pesquisa sobre a
comédia dell’Arte italiana aplicada ao Brasil, conduzido pelo diretor Roberto
Innocente (Itália), em 2006.

Ao longo destes anos esta pesquisa foi se aprofundando nos dois pontos principais já presentes em sua origem: a busca por uma linguagem popular e um teatro que aborda a idiossincrasia dos brasileiros como tema principal. O espetáculo “Aconteceu no Brasil enquanto o ônibus não vem” já fez mais de 500 apresentações desde a sua estreia.

Replay

Foto: Divulgação

‘Replay’ é sobre a potencialidade da expectativa. O abismo entre ação e reação, o gerador de decepção e de satisfação.

Nesta obra, os intérpretes se movem como se seus corpos carregassem múltiplas narrativas, mistérios e traumas. Juntos, eles criam um espaço que é igualmente trágico e cômico, romântico e seco, absurdo e narrativo.
Originalmente criado em parceria com ME-SA, danceWatch e ALTA Studio em Praga (República Checa) e com LOFFT, em Leipzig (Alemanha), ‘Replay’ estreou em 2017 nos palcos do prestigiado teatro Ponec em Praga.

Coletiva na Rua #3 – Maringá

Onde: Travessa Jorge Amado (Mercadão)
Quando: 27 de abril (sábado)
Horário: A partir das 15h
ENTRADA GRATUITA

APRESENTAÇÕES:
15h – Início do evento
16h30 – Do ensino à prática do maracatu
17h – Brasil pandeiro
17h25 – Aconteceu no Brasil enquanto o ônibus não vem (PR)
18h30 – O teatro movimento – Oi, não e porquê
19h – Instrumentos de sopro
19h20 – Replay (SP)
20h20 – Samuca e a Selva (SP)

EXPOSIÇÕES:
Conhecendo mais sobre poesia
Pintura em tela
Modelagem em cerâmica
Máscaras expressivas para o teatro.

 

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