Está no ar a plataforma do projeto Conexão Ciência – C2. Essa é a concretização de um sonho de promover a divulgação científica, da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura, da Universidade Estadual de Maringá (PEC/UEM), que se torna realidade a partir de uma parceria com a Superintendência de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti).

A divulgação científica é um conjunto de ações que se propõe a divulgar os conhecimentos produzidos pela ciência, utilizando as mais diferentes estratégias. A ideia é que se aborde os temas de ciência, tecnologia e inovação, unindo em um só objetivo jornalistas, cientistas e educadores para produzir material midiático, mas também para organizar discussões e debates nos mais diferentes espaços, como a escola, os museus, a universidade e as redes sociais.

O C2 tem como finalidade dar visibilidade à produção científica do Paraná e pretende ser o embrião para a criação da Rede Paranaense de Divulgação Científica, reunindo todas as Instituições Estaduais de Ensino Superior (IEES).

A proposta visa à produção de material de mídia, em fluxo contínuo, tendo como objetivo a divulgação de projetos e processos de ciência, tecnologia e inovação, coordenados por pesquisadores das IEES paranaenses, com a intenção de consolidar e difundir a ciência para diferentes públicos, especialmente, aqueles que estão fora das Universidades.

Segundo a pró-reitora de Extensão e Cultura da UEM e coordenadora-geral do C2, Débora de Mello Sant’Ana, o projeto vem dar apoio à produção de informação sobre ciência fora das assessorias de comunicação das IEES, visto que esses órgãos estão voltados em divulgar o dia a dia movimentado das Instituições, que produzem muita pesquisa e ações de extensão, além das atividades de ensino.

“O Projeto foca em responder às demandas da comunidade sobre assuntos importantes e curiosos acerca da ciência. Coisas simples, como por que não está chovendo em um determinado período e chove muito em outro? Mas, também, o que os pesquisadores realizam na universidade para ter condições, informações, dados para responderem a essas dúvidas. Com isso, a gente acredita que pode ajudar a ampliar a participação popular, especialmente de crianças e de jovens, no universo da ciência e tecnologia, além de ajudar no processo de formação de novos divulgadores científicos”, esclarece a pró-reitora e professora de anatomia da UEM.

Em outras palavras, o C2 quer contribuir com a popularização do conhecimento científico e tecnológico, a partir da democratização da ciência e suas aplicações, permitindo tornar os indivíduos aptos a resolver dificuldades básicas da vida cotidiana. Para isso, a equipe assumiu a missão de elaborar produtos multimidiáticos inovadores, criando a conexão necessária entre a população e a ciência. Se concentra em uma plataforma, que podemos chamar de portal C2.

“O Programa funciona por meio da concessão de bolsas para dois profissionais e uma estagiária dedicados à cobertura de temas da ciência, tecnologia e inovação. A equipe é responsável por produzir textos, podcast, vídeos, enfim, um material que definimos como multimídia. A produção conta ainda com a ação de outros alunos do curso de Comunicação e Multimídia da UEM, que são bolsistas de outros projetos, mas encamparam a proposta do C2”, explica a coordenadora do Conexão Ciência, Ana Paula Machado Velho.

Segundo a jornalista Ana, que trabalha há 22 anos na UEM e, atualmente, é assessora de divulgação científica da PEC, muita gente “comprou” a ideia do C2. Além da coordenadoria de Ciência e Tecnologia da Seti, outros parceiros se voluntariaram. Um deles foi o professor e diretor de Cultura da PEC, Rael Toffolo, que produziu as vinhetas sonoras que são usadas nas aberturas dos vídeos e dos áudios apresentados na plataforma. Também entraram na produção dois alunos de Comunicação para a produção de ilustrações, artes e infográficos para as matérias do projeto. Nos dois casos, o material é original e inédito.

“O projeto oportuniza aos estudantes ampliarem a formação que recebem em sala de aula. A comunicação científica é uma área em expansão e que precisa, cada vez mais, de bons profissionais habilitados. Já percebemos que os alunos envolvidos conseguem formar um portfólio mais rico e variado, o que vai agregar na carreira profissional e experiência acadêmica na instituição”, disse o orientador dos estudantes do projeto, Tiago Franklin Rodrigues Lucena, professor do curso de Comunicação e Multimeios da UEM.

O jornalista Gutembergue Lima Jr., responsável pela organização da plataforma do C2, disse que foi um desafio inspirador adaptar as estratégias de marketing digital e produção de conteúdos multimídia para dar forma às histórias que envolvem cada uma das pesquisas científicas que são apresentadas nas reportagens. “É incrível como podemos da forma a essas narrativas no ambiente digital e aproveitar ao máximo a potencialidade que as diferentes telas têm a oferecer para o usuário, a ciência está na palma da mão”.

Rafael Donadio, o outro jornalista bolsista, é responsável pela elaboração dos textos com características multimídia. “Essa foi uma proposta da coordenadora Ana Paula, que me procurou não só com a ideia multimídia, mas também com a ideia de um texto mais acessível e atraente. A partir disso, montamos um manual de redação inspirado no Jornalismo Literário e no storytelling. Decidimos que o texto seria a coluna vertebral da reportagem, para então, a partir do levantamento de informações e estruturação do texto, pautarmos o que será feito em outras mídias: infográficos, áudios, vídeos, fotos etc. A gente precisou pesquisar bastante essa estrutura – revista The New Yorker, site da Harvard e algumas outras referências -, porque não é muito comum usar o jornalismo literário e as características multimídia para divulgação científica”, relata.

A plataforma do C2 está no ar desde quinta, dia 8 de julho, data em que se comemora o Dia Nacional da Ciência e do Pesquisador Científico. “Quisemos marcar o nascimento oficial do projeto em uma data importante e essa se encaixa nos nossos objetivos, o de criar a conexão entre comunidade e ciência, criar o Conexão Ciência”, completou a estagiária do C2, Milena Massako Ito.

Para mais informações, acesse: https://conexaociencia.com.br/

 

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