Apesar de muita gente ainda não a considerar como uma opção de meio de transporte, as bicicletas são, atualmente, um dos maiores símbolos da discussão sobre mobilidade urbana.

Além das vantagens de saúde, economia e meio-ambiente, a bike tem um papel fundamental na resolução de problemas que atingem praticamente todas as cidades brasileira de médio e grande porte:  o tráfego,  a mobilidade e a democratização dos espaços nas cidades.

Idealizado e produzido pela Circular Cultural, o documentário Vou de bike: Mobilidade Urbana e o Direito à Cidade em Maringá discute justamente essa questão. No filme, ciclistas e cicloativistas que disputam espaço com os carros em Maringá (PR), contam suas histórias e discutem a questão: qual é o caminho para que Maringá se torne uma referência em mobilidade urbana e democratização dos espaços públicos?

+ Circular TV: Por que vou de bike? #1 | Eduardo Simões e Elise Savi

Com 45 minutos de duração e classificação livre, o média metragem foi produzido por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura e conta com fomento cultural do ICI (Instituto Cultural Ingá) e patrocínio do BRDE (Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul). O lançamento está previsto para o final do mês de março, com sessões de exibição gratuitas e abertas ao público.

Assista ao trailer:

“Mais do que discutir sobre modais de transporte, o documentário tem o objetivo de ressaltar a importância do direito à cidade. Do acesso seguro e democrático às áreas que concentram serviços essenciais, equipamentos culturais, de lazer e convivência – que são fundamentais para o exercício da cidadania”, explica a equipe de produção.

+ Circular TV: Por que vou de bike? #2 | Marcos Beto e Thiago Botion Neri

Carros x Bikes em Maringá

Com uma população estimada de 417.010 habitantes em 2018 (IBGE), Maringá fechou o último ano com 315.352 veículos motorizados nas ruas (Detran/PR) – uma média de 3 carros para cada 4 pessoas. No mesmo ano, foram contabilizados 300 acidentes de trânsito envolvendo bicicletas, resultando em 8 mortes de ciclistas (Semob – Secretaria de Mobilidade Urbana).

+ Circular Pocket: De Bicicleta em Maringá

A falta de segurança para o ciclista no trânsito ainda é um dos principais motivos que afastam as pessoas da bicicleta.As pesquisas que fiz durante a graduação e o mestrado mostram que aproximadamente 47% das pessoas não usam a bicicleta por medo”, conta Eduardo Simões Flório, cicloativista e pesquisador, um dos entrevistados do documentário. 

“A bicicleta em si não é um meio de transporte inseguro. O que é inseguro é ela estar inserida em um meio urbano que não é favorável à ela”, constata ele.

+ Circular TV: Por que vou de bike? #3 | Lirian Lopes e Ana Paula de Oliveira

 

Estreia | Vou de Bike: mobilidade urbana e o direito à cidade em Maringá

26 de março | Terça-feira
Horário: 19h 30
Local: Travessa Jorge Amado (ao lado do Mercadão) – Centro – Maringá (PR)
Classificação: Livre
Acessibilidade: Legenda descritiva
Entrada gratuita

VÁ DE BIKE!


Ficha Técnica

um filme da Circular Cultural

Roteiro e produção: Daniela Giannini
Direção e coordenação de projeto: Felipe Halison
Produção associada: Karen Gomes
Direção de fotografia e câmeras: Renato Domingos
Filmagens aéreas: Tiago Barella
Edição e montagem: Equipe Circular Cultural
Sonorização: Gabriel Moraes
Colorização: Alvaro Sasaki

Lei Federal de Incentivo à Cultura

Patrocínio: BRDE (Banco Regional do Desenvolvimento do Extremo Sul)
Fomento à Cultura: Instituto Cultural Ingá
Realização: Circular Cultural e Secretaria Especial de Cultura/Ministério da Cidadania, Governo Federal

COMENTÁRIOS

LEIA TAMBÉM

TV

Por que vou de bike? #2

Thiago Botion Neri e Marcos Beto falam sobre o compartilhamento das vias com os ciclistas
TV

Por que vou de bike? #1

Eduardo Simões e Elise Savi contam as vantagens de ir de bike
POCKET

Vou de Bike: mobilidade urbana e o direito à cidade em Maringá

Documentário discute o papel dos ciclistas no acesso e democratização dos espaços públicos
POCKET

Filme conta a história dos primeiros anos da música maringaense

A partir de depoimentos e resgates históricos, o longa retrata a cena musical da cidade entre 1949 e 1979